Petrobras: Produção em outubro indica fraco início de trimestre, diz Goldman Sachs

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Investing.com – Após a Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP) disponibilizar dados de produção de petróleo para outubro nesta segunda, 25 de novembro, o banco Goldman Sachs (NYSE:GS) afirmou que os resultados operacionais indicam um fraco início de trimestre para a Petrobras, conforme relatório divulgado a clientes e ao mercado.

Dados da agência demonstram que a produção média de petróleo do Brasil teria recuado 8% em uma base anual e 6% na mensal. A produção de petróleo da Petrobras caiu mais, com baixa de 12% na comparação com o mesmo período do ano passado e uma retração de 9% mês a mês.

Os dados trazem risco de queda para as estimativas do banco de produção para o quarto trimestre, disseram os analistas Bruno Amorim, Guilherme Costa Martins e Guilherme Bosso.

“Acreditamos que o desempenho sequencial mais fraco pode ser explicado, pelo menos em parte, por paradas para manutenção em algumas plataformas, dado que 80% da contração mensal veio de ativos legados (que começaram antes de 2018), principalmente no pré-sal, em oposição a ativos recentes em aceleração ou em nível de platô”, apontaram os analistas no documento.

O Goldman Sachs lembra ainda unidades como FPSO Maria Quitéria e FPSO Marechal Duque de Caxias, que iniciaram operações no mês passado, não representam volumes expressivos, o que deve ocorrer nos próximos meses.

Mesmo assim, os analistas seguem com visão positiva para a companhia, na expectativa de que a produção cresça de forma robusta até o próximo ano, cerca de 10% em 2025, com cinco novas unidades.

O rendimento do fluxo de caixa estimado para o próximo ano seria de 13%, o que pode ser um gatilho positivo para proventos adicionais.

LEIA MAIS: Petrobras (PETR4): UBS BB eleva preço-alvo e vê dividend yield de 16% em 2025

Plano Estratégico 2025-29

O Goldman também avaliou a call com analistas realizada na última sexta, 22, em que a petroleira detalhou seu plano estratégico para os próximos anos. O plano não foi considerado grande surpresa, mas um dos pontos destacados é a perspectiva de aumento da exposição em renováveis, com foco no etanol.

“Sobre a potencial parceria no mercado de etanol, tentaremos entender melhor os retornos prospectivos para avaliar os potenciais impactos para a PBR”, disse o Goldman, apontando notícias na mídia de negociações para possível parceria no segmento.

O Goldman Sachs possui recomendação de compra para as ações da Petrobras, com preço-alvo em doze meses de R$48,10 para PETR3 (BVMF:PETR3); R$43,70 para PETR4 (BVMF:PETR4) ; e US$17 para American Depositary Receipts (ADR) PBR (NYSE:PBR).

Entre os riscos para a tese, o Goldman cita preços do brent menores do que o previsto, apreciação do real, produção abaixo do esperado e interferência governamental.

Às 13h37 (de Brasília), as ações preferenciais recuavam 0,03%, a R$39,41, enquanto as ações ordinárias caíam 0,39%, a R$43,07.


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